“Houve uma pesquisa de opinião feita, recentemente, na Dinamarca, que é uma Monarquia, que é sumamente ilustrativa dessa realidade. Essa pesquisa de opinião partia de um pressuposto, de uma suposição histórica: imagine que tivesse sido proclamada a República na Dinamarca. Que os candidatos fossem o líder do partido majoritário, o líder da oposição, o principal líder sindical, o principal líder empresarial, a principal atriz de televisão e, assim, uns oito ou dez personagens conhecidos do panorama político e social da Dinamarca.

Entre esses nomes, havia um: Margrethe Schleswig-Holstein. 98% dos dinamarqueses ouvidos, nas principais cidades da Dinamarca, indicaram que queriam ter, como Chefe de Estado, a Margrethe Schleswig-Holstein, que é a Rainha.”

– Sua Alteza Imperial e Real Príncipe Dom Bertrand, Príncipe Imperial do Brasil, sobre sua prima de quinto grau, Sua Majestade Rainha Margrethe II da Dinamarca.

Na última quinta-feira (16/04), a Rainha Margrethe II da Dinamarca completou setenta e cinco anos de idade. Diferente de nós, brasileiros, os dinamarqueses têm uma Chefe de Estado que é profundamente amada e respeitada pela população – uma vez que Sua Majestade serve à Nação, e não se serve dela, como no caso da “Presidenta” do Brasil.

As comemorações do aniversário da Soberana começaram ainda no final do mês passado, e incluíram exposições, festejos ao ar livre e banquetes oficiais, sempre com os dinamarqueses, em grande número, indo às ruas, com o objetivo de comemorar junto à sua amada Rainha.

A Rainha celebrou seu aniversário junto aos seus filhos, o Príncipe Frederik e sua augusta esposa, a Princesa Mary, Príncipe e Princesa Herdeiros da Dinamarca, e o Príncipe Joachim e sua augusta esposa, a Princesa Marie; netos, os Príncipes Christian e Vincent e as Princesas Isabella e Josephine – filhos do Príncipe Herdeiro – e os Príncipes Nikolai, Felix, Henrik e a Princesa Athena – filhos do Príncipe Joachim.

As irmãs de Sua Majestade, a Princesa Benedikte, Princesa de Sayn-Wittgenstein-Berleburg, e a Rainha Anne-Marie dos Helenos, junto ao seu ilustre marido, o Rei Konstantínos II dos Helenos, também participaram das celebrações, bem como a Princesa Elisabeth da Dinamarca e o Conde Ingolf de Rosenborg, primos-irmãos da Soberana, este último acompanhado por sua augusta esposa, a Condessa Sussie. Lamentavelmente, o consorte leal e dedicado, por quase cinquenta anos, de Sua Majestade, o Príncipe Henrik, Príncipe Consorte da Dinamarca, estava se recuperando de uma forte gripe, e não pôde participar dos festejos.

Das demais Casas Régias da Europa, vieram o Rei Carl XVI Gustaf da Suécia, também primo-irmão da Rainha da Dinamarca, acompanhado por sua augusta esposa, a Rainha Silvia, por sua primogênita e herdeira, a Princesa Victoria, Princesa Herdeira da Suécia, e por seu genro, o Príncipe Daniel, Duque de Västergötland; o Rei Harald V da Noruega, primo segundo de Sua Majestade Dinamarquesa, acompanhado por seu filho e herdeiro e por sua nora, o Príncipe Haakon e a Princesa Mette-Marit, Príncipe e Princesa Herdeiros da Noruega; o Rei Willem-Alexander dos Países Baixos, afilhado da Rainha da Dinamarca, e sua augusta esposa, a Rainha Máxima; o Rei Philippe e a Rainha Mathilde dos Belgas; o Rei Felipe VI e a Rainha Letizia da Espanha, na primeira vez, desde sua ascensão, em que Suas Majestades participaram de um evento em outra Monarquia; e o Grão-Duque Henri de Luxemburgo, que também faz aniversário no dia 16 de abril, tendo completado sessenta anos de idade. O Presidente da Islândia, Doutor Ólafur Ragnar Grímsson, e sua Primeira-Dama, Senhora Dorrit Moussaieff, também estavam presentes – a Islândia, até 1944, era parte do Reino da Dinamarca, com a atual Rainha tendo nascido Princesa Margrethe da Dinamarca e da Islândia e possuindo um nome típico islandês, Þórhildur.

De acordo com uma pesquisa divulgada no dia 15, véspera dos setenta e cinco anos de Sua Majestade, 82% da população aprova a Rainha, contra os apenas 18% que gostariam que a Soberana abdicasse em favor do Príncipe Herdeiro da Dinamarca. Contudo, isto é apenas indicativo de que os dinamarqueses crêem que um Monarca deve reinar até a morte, pois a mesma pesquisa mostrou 73% deles pensam que o Príncipe Herdeiro será um bom Rei, quando chegar a hora.

Foto: da sacada de sua residência oficial em Copenhague, o Palácio de Christian IX, a Rainha Margrethe II da Dinamarca acena para a multidão de súditos que foi lhe desejar um feliz aniversário.

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