Hoje, a Causa Imperial dá continuidade à série de publicações que iniciou no dia 15 de novembro do ano passado – 125º aniversário do Golpe da Proclamação da República –, sobre os homens e a mulher que ocuparam a espúria Presidência da República, colaborando, uns mais, outros menos, para chafurdar nosso País na fétida lama da imoralidade, injustiça e falta de ética na qual nos encontramos. A série de estenderá por um ano, até chagarmos à terrorista “Presidenta” Dilma Rousseff, no dia 15 de novembro deste ano – isto se o Marco Civil não nos tirar do ar até lá.

Na publicação de hoje, falaremos sobre o décimo segundo Presidente do Brasil, que sucedeu o “injusticeiro” Presidente Epitacio Pessôa:

Arthur da Silva Bernardes nasceu no dia 8 de agosto de 1875, na comunidade rural de Paciência, no município de Cipotânea, Província de Minas Gerais – embora, mais tarde, ele negou suas origens humildes, dizendo que havia nascido em Viçosa, cidade mais popular e desenvolvida. 

Bernardes estudou no tradicional Colégio do Caraça e se formou na Faculdade Livre de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Ele logo iniciou sua vida política, filiando-se ao Partido Republicano Mineiro e sendo eleito Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Viçosa, em 1906. No ano de 1903, ele desposou Clélia Vaz de Mello (1876-1971), oriunda de uma importante família política da Zona da Mata Mineira, com quem teve oito filhos.

Arthur Bernardes atuou como Deputado Federal entre 1909 e 1910, ano em que assumiu a Secretaria de Finanças de Minas Gerais. Em 1915, ele foi eleito para um novo mandato como Deputado Federal, permanecendo no cargo até 1917. Bernardes acabou se tornando o principal líder do Partido Republicano Mineiro, tirando o poder que, tradicionalmente, pertencia aos políticos do sul de Minas. Entre 1918 e 1922, ele foi Presidente do Estado de Minas Gerais.

No dia 15 de novembro de 1922, Arthur Bernardes assumiu a espúria Presidência da República – não necessariamente pela vontade popular, mas pela vontade das oligarquias da Política do Café com Leite, que decidiam quem seria o próximo mandatário-mor da República. 

Antes de sua eleição, contudo, Bernardes já teve que enfrentar um escândalo, quando foram divulgadas cartas, atribuídas a ele, que denegriam o ex-Presidente soldadinho Hermes da Fonseca (1855-1923) – o jogo sujo sobre o qual a República Brasileira sempre se sustentou. 

O descontentamento com o Governo de Arthur Bernardes acabou por causar diversas revoltas do chamado Movimento Tenentista, com destaque para a Coluna Prestes. O Presidente ainda teve de enfrentar uma guerra civil no Estado do Rio Grande do Sul, contra o então Presidente Estadual, Antonio Augusto Borges de Medeiros (1863-1961) e a Revolução de 1924, que levou o Excelentíssimo Senhor Arthur Bernardes a, pura e simplesmente, ordenar um bombardeio contra a cidade de São Paulo. Não surpreende nem um pouco o fato de o Brasil ter ficado sob estado de sítio ao longo da maior parte do mandato de Bernardes.

Em 1926, o Presidente retirou o Brasil da Liga das Nações – precursora da Organização das Nações Unidas, integrada pelos países vencedores da Primeira Guerra Mundial. Demonstrando suas tendências tirânicas, Bernardes alterou, ainda em 1926, a Constituição de 1891, outorgando-lhe mais poderes, e também tentou impedir – embora não tenha obtido sucesso – a eleição para Presidente de Minas Gerais de Antonio Carlos Ribeiro de Andrada (1870-1946), bisneto de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), o Patriarca da Independência. 

Após deixar a espúria Presidência da República, em 1926, Arthur Bernardes acabou por ser eleito Senador, em 1929. No ano seguinte, ele apoiou o Golpe de Estado e o início da ditadura do fascista Presidente Getulio Vargas (1882-1954). Contudo, dois anos mais tarde, Bernardes decidiu ser um golpista dentre de um golpe, quando participou da Revolução de 1932, cujo objetivo era derrubar Vargas. Após o fracasso de seu “golpe contragolpe”, Arthur Bernardes se exilou em Portugal. 

Retornando ao Brasil, em 1934, e foi eleito, no ano seguinte, Deputado Federal. Em 1939, devido ao início da ditadura do Estado Novo, Bernardes acabou por perder seu mandato. Com o retorno à “democracia” (republicana), ele se filiou à União Democrática Nacional, sendo eleito Deputado Federal para a Assembléia Constituinte de 1945. Neste mesmo ano, Arthur Bernardes criou e passou a dirigir o Partido Republicano (extinto em 1965). Eleito suplente, em 1950, ele acabou por ser convocado a exercer, novamente, o cargo de Deputado Federal, onde permaneceu até morrer, aos setenta e nove anos de idade, no dia 23 de março de 1955, no Rio de Janeiro. 

Publicação da Causa Imperial sobre o idiota útil que foi o Presidente Marechal Deodoro da Fonseca:

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Publicação da Causa Imperial sobre o sanguinário Presidente Marechal Floriano Peixoto:

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Publicação da Causa Imperial sobre o genocida Presidente Prudente de Moraes:

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Publicação da Causa Imperial sobre o fracassado Presidente Campos Salles:

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Publicação da Causa Imperial sobre o favelizador Presidente Rodrigues Alves:

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Publicação da Causa Imperial sobre o fracote Presidente Affonso Penna:

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Publicação da Causa Imperial sobre o racista Presidente Nilo Peçanha:

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Publicação da Causa Imperial sobre o soldadinho Presidente Marechal Hermes da Fonseca:

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Publicação da Causa Imperial sobre o covarde Presidente Wenceslau Braz:

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Publicação da Causa Imperial sobre o fantasma Presidente Delfim Moreira:

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Publicação da Causa Imperial sobre o “injusticeiro” Presidente Epitacio Pessôa:

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No próximo sábado, dia 2 de maio, traremos a biografia do Presidente Washington Luiz (1869-1957).