Brasão de Armas do Império

Brasão de Armas do Império

Escudo francês, de sinopla (verde), tendo ao centro uma esfera armilar de ouro, sobreposta à cruz da Ordem de Cristo; cercado o conjunto de um listel de azul, orlado de prata, carregado de estrelas do mesmo.
Encimado pela coroa imperial, colocada diretamente sobre o escudo, sem elmo, nem timbre.

Como suportes, um ramo de café frutado e outro de fumo em flor, atados por um tope verde e amarelo.Após a queda do império, o brasão passou a ser usado pelos descendentes de D. Pedro II, já como armas de família e não como armas de domínio. Nessa condição, foi acrescentado em abismo um escudete contendo as armas da Casa de Orleans que é de azul, com três flores de lis de ouro, bem ordenadas, (França), encimadas por um lambel de três pendentes (quebra característica do ramo Orleans da Casa de França).Representação do mesmo brasão em que os esmaltes estão convencionalmente representados, conforme convenção criada por Silvestro Pietrasanta.

Descrição das peças heráldicas:

Esfera armilar: antigo instrumento de astronomia e de navegação, representa o firmamento celeste, com a posição de estrelas e constelações. A faixa em diagonal mostra as constelações do zodíaco.
Foi adotado como “empresa” (emblema pessoal) por d. Manuel I, o Venturoso, em comemoração da descoberta do caminho marítimo para as Índias.

Cruz da Ordem de Cristo: a ordem de Cristo foi criada por D. Dinis, o Lavrador, por especial permissão do Papa, com os integrantes portugueses da Ordem dos Templários. A sede da ordem foi o castelo-mosteiro de Tomar (um dos mais bem preservados castelos templários).
D. Henrique, o Navegador, foi Mestre da Ordem e usou os seus recursos financeiros para custear a construção de caravelas e o empreendimento ultramarino. Os capitães da frota de Cabral eram todos cavaleiros da Ordem de Cristo e o emblema da ordem estava pintado no velame das naus. Na primeira missa, a bandeira da Ordem estava à direito da cruz.
O emblema da ordem é uma cruz pátea, de vermelho, tendo inscrita uma cruz latina de prata. Por favor não a chamem de “cruz de malta”!! Os cavaleiros de Malta eram os Hospitalares de São João que se estabeleceram na ilha de Malta depois de serem expulsos da Palestina e eram os arqui-rivais dos templários.
D. João III, o Restaurador, superpôs os dois símbolos e com eles compôs as armas do Principado do Brasil que deu origem ao título ostentado pelos herdeiros da coroa portuguesa.