EM BUSCA DE UMA SOCIEDADE CIVIL MAIS FORTE

EM BUSCA DE UMA SOCIEDADE CIVIL MAIS FORTE

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É interessante notar como nos dias de hoje as pessoas tendem a não fazer as coisas por elas mesmas. A sensação de paternalidade está arraigada no âmago do povo brasileiro que mesmo trabalhando tanto e arcando com uma carga tributária imensa, não desiste de esperar que o pai-Estado lhes faça bem.

De fato, não queremos dizer que o Estado não tenha de mostrar-se  presente, adimplindo suas obrigações e respondendo acerca de suas responsabilidades perante aqueles que lhe assinaram e legaram  o contrato social, pois se assim acontecesse o Estado em si perderia sua função primária.

Nossa  crítica gira em torno exclusivamente da paternalidade excessiva do Estado que gera uma sociedade civil preguiçosa e acomodada, pois com as crescentes vedações Estatais e a gradativa intervenção do Estado  na vida Civil o povo tende a ficar amarrilhado e perder seu ímpeto de caça de oportunidades.

Em verdade, a paternalidade Estatal funciona como uma espécie de processo de domesticação que tenta colocar na cabeças dos indivíduos que nada existe além do Estado e da vida coletiva, concepção essa que não é somente falha, mas também cancerosa.

A sociedade civil só pode ser livre, digo verdadeiramente livre e forte, quando o Estado  não o é. Quando a sociedade civil passar não apenas a proporcionar lides, mas também ser a solucionadora de grande parte das lides propostas.

A sociedade deve agir como “ custus legis” do Estado, a sociedade não deve temer o Estado per si, se individualmente não se achar em falta perante a Lei.

Quanto a subimissão às leis, podemos dizer que hodiernamente, subsiste uma ideia no mínimo estranha de que  o Estado propicia Leis que devem ser observadas pela nação, no entanto essa concepção não altera a realidade objetivamente verificável de que a fonte primária das Leis é o Povo.

O povo confere ao Estado um pacto de limites para que a atuação do Estado seja estritamente circunscrita esse pacto para que o Estado seja legítimo e sua atuação legitimamente reconhecida.

O que tem acontecido é que o Estado tomando para si as prerrogativas do povo como fonte primária e legítima das leis está sufocando a liberdade e restringindo direitos inatos do homem através de uma falsa oferta de segurança e bem estar.

Continuemos na labuta para que a despeito de toda influência e parafernália estatal de alienação da social, possamos cumprir cabalmente  nossa  função e não permitir  em hipótese alguma  nossa domesticação.