Editorial da Causa Imperial – 15 de Novembro de 2012.

Editorial da Causa Imperial – 15 de Novembro de 2012.

EDITORIAL DA CAUSA IMPERIAL

Hoje, a 123 Anos atrás o Brasil, em plena madrugada, meia dúzia de traidores com meia dúzia de baderneiros e um Marechal de Exército com sua masculinidade ferida, trocaram uma Dinastia Honesta e íntegra, por uma república de caudilhos e ladrões!

Em 67 anos de Império Brasileiro, esta Terra soube mostrar não só pelos seus Soberanos mas também pelos seus agentes na Política Imperial, e pelo povo de então, a verdadeira capacidade de se fundar um País com bases sólidas e invejáveis. E criou nesta porção de terra austral o que veio a ser o 11º Império da História da Humanidade. Este Império oriundo do Império Português, que acabou em 1999. Teve a magnífica sorte de não se fragmentar em minúsculas quando não, títeres, repúblicas sul-americanas, como foi a corrosão e a dissolução do Império Espanhol o restante da Sul América.

Dom João VI, foi o Fundador do Brasil Moderno, sua visão de Estadista, junto com muitos políticos de renome do então Reino do Brasil, como o Visconde de Cairu, Bonifácio entre outros, foram essenciais para a formação da identidade brasileira como Nação.  Esta mudança de condição de mera colónia distante, fez nascer no nosso seio a esperança de no futuro esta grande e próspera Nação viesse ser o “Príncipe Regente”, das demais Nações Latino-Americanas. Sua presença no Brasil foi essencial.

Dom Pedro I, embora tivesse muito despreparo pessoal, em nenhum momento se demonstrou a ser indigno do Cargo que ocupava. Muito pelo contrário, muito do seu esforço pessoal está presente até hoje na delimitação de nosso patrimônio cultural e territorial. Embora parecesse bruto ou desajeitado, esse grande homem, de um coração enorme para os que conheciam de perto, nos deixou um imenso território, uma Constituição, um País e um herdeiro.

A Imperatriz Dona Leopoldina, com sua sensibilidade e educação, apoiou de maneira incontestável todo o processo de emancipação da Lusitânia Casa paterna. E foi de fato a primeira mulher na América a se tornar governante. E governante de um recém nascido Império.

A coroação dessa história Imperial, desemboca na incrível pessoa de Dom Pedro II. Ele com seu profundo amor e patriotismo coroou o apogeu do que veio a ser o Império Brasileiro. Durante 49 anos de seu longo e próspero reinado, Dom Pedro II, junto com homens públicos altamente gabaritados e preparados, atuaram em nossa política e criaram bases sólidas para a criação do Brasil Contemporâneo, tal e qual conhecemos hoje.

Grande parte das instituições do Brasil Imperial funcionam nos dias de hoje.

Pedro II e sua esposa a Imperatriz Teresa Cristina, até hoje são, os exemplos que vem a cabeça do Brasileiro, minimamente letrado e informado, do bom e honesto homem de família e governante. Dom Pedro II, além de ser soberano, foi um exemplo de vida para qualquer ser humano.

A Princesa Isabel veio a ser a pessoa que pagou pessoalmente o preço por toda a coerência que herdara de sua família. Seu pai, assim como seus avôs foram profundamente abolicionistas, mas estes sabiam que a escravidão não poderia ser realizada da noite para o dia. Mas com ela foi. Em todas as vezes que a Princesa exerceu de modo invejável o seu papel de Regente. Respeitou e cumpriu as leis do Brasil. Mas a sua visão era por demasiado progressista para a sua época.

A Princesa combateu a escravidão, e a eliminou, desejava o sufrágio feminino, e a reforma de muitos aspectos da sociedade de então. Conservou até o fim da vida seu amor pela sua terra natal.

Na calada da noite, com sabotagens deliberadas veio a República. Com mentiras, e ocultando fatos ao Imperador, uma camarilha bem apetrechada coordenada por Benjamim Constant Botelho e Magalhães, pois tudo a perder.

Todo aquele titânico trabalho foi jogado no lixo. A república no seu primeiro decreto se disse provisória, e assim ficou até 1993. Depois, a consciência pesou e tentaram subornar o Imperador [começou aí]. O Imperador em seu último ato de patriotismo, disse que aquele dinheiro pertencia aos cofres da Nação. Vendo que ele não cedia decidiram bani-lo.

O Império do Brasil, em 67 anos de existência forjou uma alta cultura, o desenvolvimento e forjou verdadeiros homens.

A Família Imperial do Brasil, soube nesses duzentos anos amar e respeitar em todo momento, todo legado e património do Brasil. Que hoje é demonstrado por Dom Luiz, Dom Bertrand e Dom Antônio.  Eu, como poucos brasileiros, tive a enorme honra e oportunidade de conviver e atuar na Sede da Casa Imperial, conheci lá grandes amigos, alguns já nem mais estão neste mundo, como o Conselheiro Gustavo Cintra do Prado, o Sr. António Augusto.

Não posso de maneira nenhuma negar todos os bons exemplos e todo preparo que de maneira direta e indiretamente recebi dessas pessoas. E ainda recebo, agora em menor escala do Sr. José Carlos Sepulveda da Fonseca (moderador da Causa Imperial e secretário dos Príncipes) que constantemente está com sua família em Lisboa.

A Causa Imperial, luta e age de forma totalmente voluntária. Não recebemos nenhum subsídio, nenhum suborno e nenhuma agiotagem política. E nem queremos!

A Mensagem que deixo a todos os brasileiros, é que busquem a copiar o exemplo do Imperador e da Família Imperial, que mesmo na sua simplicidade dá grandes exemplos de amor e dedicação ao Brasil.

E que procurem estudar e se aprimorar cada vez mais, lendo e procurando saber das VERDADES históricas, de como muito dos movimentos revolucionários políticos e culturais, todos eles esquerdistas, conseguiram com sucesso varrer quase todos os Tronos do mundo.

Um forte abraço a todos os amigos e monarquistas,

Daniel Mouta – Daniel Mouta, carioca, 30 anos, é membro fundador da Causa Imperial. Hoje residente em Portugal.

P.II.Imp

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