Brasil: de respeitado internacionalmente a motivo de chacota

Brasil: de respeitado internacionalmente a motivo de chacota

Segundo uma fonte do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, o presidente daquele país, Barack Obama, não deverá apoiar a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU como membro permanente. Vale lembrar que este era o maior objetivo do governo Lula e de seu atrapalhado ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

Segundo a Casa Branca, o Brasil cometeu um “pecado mortal” ao votar contra a resolução do Conselho de Segurança sobre novas sanções ao Irã, em junho do ano passado, “comprometendo a própria credibilidade do sistema”. A fonte consultada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” ainda afirma com veemência que a decisão brasileira “foi uma burrada”.

Assim como esta posição do Brasil em apoiar o Irã (um regime ditatorial que possui pretensões nada amigáveis para sua produção de energia nuclear) também foram verdadeiras “burradas” as investidas desastradas na Organização Mundial do Comércio (OMC), na Organização dos Estados Americanos (OEA), na própria ONU e em outros organismos internacionais. O ex-chanceler Celso Amorim, juntamente com o pseudo-comunista na função de assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia, retrocederam nas relações comerciais e políticas com países importantes do globo. Movidos ora por ideologias fracassadas e ultrapassadas e ora por um ódio sem explicações contra os Estados Unidos e outras potências, o Brasil tentou por diversas vezes contestar as posições destas nações, mesmo sem fundamentos claros. Ao longo desses oito anos, tentei entender o motivo pelo qual o governo brasileiro agia dessa forma. Cheguei à duas conclusões: burrice intelectual e tentativa de mascarar o sentimento de “vira-latismo”.

A burrice intelectual não provém da falta de estudo, até porque acredito que esses distintos senhores possuam uma vasta formação acadêmica e um currículo primoroso para assumir tais funções. A burrice intelectual é oriunda de alguns seres que,

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neste caso movidos por paixões ideológicas muito comuns nas décadas de 50, 60 e até 70, ficam cegos perante os fatos e não conseguem enxergar além de suas próprias convicções. Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia agiram como os mais ardorosos comunistas da antiga e falida União Soviética que odiavam os EUA sob qualquer pretexto.

O segundo motivo que encontrei para explicar tamanho desastre em nossas Relações Internacionais foi o sentimento de “vira-latismo” contido nestes senhores. Amorim e Garcia incomodados com a submissão histórica do Brasil perante as decisões internacionais preferiram partir para o ataque, batendo em tudo e todos que, no passado, incomodaram o nosso país. Cegamente resolveram contestar tudo que viesse das grandes potências, mesmo que tivessem que se sujeitar a defender um país que abriga terroristas e é liderado por um ditador sanguinário.

Mas, nem sempre foi assim. O Brasil já teve voz no cenário mundial, mesmo perante as grandes nações. Vale voltar na História e observar o destaque que o nosso país tinha obtido no Reinado de D. Pedro II.

Em meados do século XIX, o Brasil já se destacava economicamente com a produção de café, mas ainda era considerada uma nação atrasada, exótica e distante. Muitas vezes, nem éramos chamados para discutir algum assunto de importância no cenário internacional. Mesmo sob enormes dificuldades, D. Pedro II viajou o mundo levando o nome do Brasil. Ele mesmo atuava como Imperador, ministro das Relações Internacionais e “garoto-propaganda”. Viajou por quase todos os países da Europa ocidental, EUA, Egito e Oriente Médio, se encontrando com Monarcas e Presidentes da cada um deles, além de grandes intelectuais, artistas e cientistas. São vários os relatos de grandes personalidades da época elogiando a postura de nosso Imperador e desejando conhecer o “recém-descoberto” Brasil. Além dos relatos dos chefes máximos de cada país visitado, vale destacar o entusiasmo de Victor Hugo e Graham Bell com a inteligência de D. Pedro II e o amor ao Brasil por ele demonstrado.

Mas, não era só de encontros festivos e informais que o Império Brasileiro baseava suas ações no exterior. Junto com nosso Imperador seguia uma enorme comitiva de empresários, cafeicultores e intelectuais que estavam ansiosos em estabelecer parcerias comerciais com os países visitados. Os primeiros passos de nossa industrialização foram oriundos dessas investidas do governo Imperial. As famosas Feiras Universais eram outro modo que o Brasil encontrou de se abrir para o mundo, principalmente para os europeus e americanos que ainda não conheciam o nosso país. O Brasil era o único país latino-americano a possuir um pavilhão nas primeiras Feiras Universais. Lá eram espaços onde os países podiam mostrar seus produtos nacionais, sua cultura e especificidades.

Em 1889, no cerrar das cortinas do período Imperial no Brasil, EUA, Inglaterra, França e outras potências da época já mantinham intensas relações comerciais com nosso país. Além disto, éramos freqüentemente consultados por estes países quando havia algum impasse internacional, tanto na área comercial, como nas relações diplomáticas. A própria morte de D. Pedro II é um exemplo do prestígio que o país havia conquistado nos anos anteriores. Mesmo deposto, nosso Imperador recebeu um funeral com honras de chefe de Estado em Paris, na republicana França.

Com o golpe da República, o Brasil afundou-se em conflitos internos e se afastou do cenário internacional, transformando-se de um promissor país de primeiro mundo, para motivo de chacota no exterior, igualando-se a seus vizinhos latino-americanos.

Glauco de Souza Santos é historiador e professor

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