terça-feira, agosto 22, 2017
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Vania Morais

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Professora no Curso Técnico em Administração, pela SEED - PR. Formada em Administração pela UNIFAE (FAE Business School). Pós - Graduada em Logística pela FACEL. Licenciada em Gestão pela instituição de ensino UTFPR.

…Curityba me deu saudade
de você e de seu sotaque
e hoje à mercê desse sentimento ingrato
pegarei um ônibus lotado
e vou pra almirante tamandaré.

Fragmentos do Poema de William Teca 

A princesa Isabel e seus filhos despediram-se de Curitiba no dia 13 de dezembro de 1884, após passarem quatorze dias entre a capital e o interior do Paraná. Pegaram o trem para Paranaguá a poucos quilômetros da estação em frente à rua da Liberdade – atual Barão do Rio Branco – pois os trilhos ainda não haviam sido assentados até o fim. Conde d’Eu seguia viagem pelo interior até Santa Catarina, onde iria se encontrar com a esposa dias depois.

Cartão postal com a estação de Curitiba da estrada de ferro do Paraná, por volta de 1900. (Fonte: chimbica91.wordpress.com)

Na carta diário que a Redentora – como era conhecida por defender a causa abolicionista – enviou a seus pais, Dom Pedro II e Dª Tereza Cristina, foram poucas as palavras sobre a partida. “Volta a Paranaguá. Dia, outra vez, esplêndido para a descida da serra. Fizemos parar, por vezes, o trem, para apanharmos flores novas para nossa coleção” – estas observações sobre a flora, que aparecem em diversos momentos na sua carta, devem-se ao seu grande interesse por botânica.

Nos bastidores, uma corrida para que a estrada estivesse pronta para os festejos da Emancipação Política do Paraná, que completaria 31 anos. No entanto, tão perto de chegar ao seu final, após cinco anos em obras, parecia patinar em acertos burocráticos na capital. Isto ao menos é o que conta o correspondente do Diário de Notícias do Rio de Janeiro.

A rua da Liberdade vista da estação da estrada de ferro, seis anos após a visita da princesa. À esquerda hoje fica a Praça Eufrásio Correia e o Palácio Rio Branco. (Foto: Acervo Casa da Memória)

“Em Curitiba tem havido o diabo com o assentamento dos trilhos da estrada de ferro do Paraná. O Sr. commendador Martins Franco, em cujas terras passa a estrada, embargou as obras, e pede 16:000$ de indemnisação. Segundo nos consta, o Sr. Dr. Teixeira Soares, engenheiro-chefe da estrada, vai depositar a quantia pedida e acceitar a acção judiciaria, afim de poderem proseguir os trabalhos de assentamento dos trilhos, que estão distantes da estação central, em Curityba, apenas 4 kilometros e 600 metros. Mais dois dias de trabalho e a machina soltará o seu silvo do progresso na esperançosa cidade de Curityba.” Escreveu isto no dia 8 daquele mês, com a publicação no Rio de Janeiro somente dias depois, na edição 361 (26 de dezembro), pois as reportagens chegavam pelo correio. Mas foi no dia 13 de dezembro que o correspondente soltou toda a sua indignação em texto, ao relatar a partida da princesa, pois as obras ainda não haviam terminado como ele esperava. “Por causa da camara municipal da capital da provincia, tiveram SS. AA. Imperiaes, a Sra. Princeza e seus filhos, sua comitiva, de percorrer em carro, cerca de 2 kilometros para alcançar a ponta dos trilhos da estrada de ferro do Paraná, que devido á patriotica camara não chegou ainda ao seu termino.”

36 anos após a visita da Redentora, as redondezas da Estação mostram-se urbanizadas. Em primeiro plano, a praça Eufrásio Correia. (Foto: Acervo Casa da Memória)

Contou ele de um novo embargo à obra, administrada pela companhia Génerale de Chemins de Fèr Brésiliens. “Agora é a camara municipal de Corityba da capital da provincia, quem embarga as obras, por passarem os trilhos pelas terras municipaes, exigindo para levantar o embargo a grande quantia de 1:500$000.” Mais adiante, no mesmo texto, prosseguiu: “Quando se encetaram os trabalhos d’esta estrada, a camara municipal de Paranaguá, deu um notavel baile aos engenheiros, e fez votos para que a estrada continuasse. Vencidos os primeiros 40 kilometros chegou a machina á cidade de Morretes e a respectiva municipalidade, considerou esse acontecimento como um dia de festa, e houve grande pagodeira”.

Segundo ele, faltavam apenas 3,2 quilômetros para a conclusão da ferrovia quando houve o embargo. “Vejam os leitores se isto é coherencia. Perto da cidade, havia um grande pantano, a camara municipal de Corytiba dirige-se ao engenheiro chefe dos trabalhos da estrada e pede-lhe para fazer alli a estação. O engenheiro, accede ao pedido, faz a estação, com a qual gastou 114:000$, dessecca o pantano, e dá com isso á cidade outras condições de salubridade;  A camara municipal apanhou-se servida e no momento em que a assembléa provincial, sem duvida mais empenhada pelo engrandecimento da provincia, pede o prolongamento da estrada, vem a camara municipal e embarga-lhe as obras. Não farei mais commentarios e apenas direi que o que a camara municipal e a assembléa deviam pedir, não é vias de communicações faceis, baratas e rapidas como os outros paizes, – é cathechese, porque ainda estão muito selvagens estes povos.”

Da esquerda para a direita, Conde d’Eu (Gaston), Pedro, Antonio, Isabel e Luís, em 1885. (Foto: Alberto Henschel – De Volta a Luz: Fotografias Nunca Vistas do Imperador. Instituto Cultural Banco Santos, 2003)

Ele continuou fazendo duras críticas à Câmara e também à cidade: “Ao passo que a camara de Corityba, de gloriosa memoria, oppõe-se abertamente ao progresso da provincia, esquece-se dos seus deveres, deixa que a cidade continúe immunda, sem calçamento, e as ruas cheias de atoleiros e de pó. Quando chove não se póde sahir de casa, quando não chove o pó é tanto que suffoca os transeuntes. Só quem vem ao Paraná é que póde avaliar a miseria em que se acha a provincia, cuja capital é inferior ao bairro do Engenho Novo ou de Todos os Santos ahi no Rio de Janeiro. O Paraná nada tem, e o que possui é mau e pessimo; começando pelas ruas, passa-se á cadeia que é um attentado ao progresso, á civilisação e á higyene, e faz-se ponto na camara municipal de que fallo, que está de cutello erguido contra tudo que seja elemento de grandeza para estra provincia que é patrimonio de duas famílias, que põem e dispõem a seu bel prazer. Digo estas verdades porque estamos em tempo, atravessamos um periodo em que é preciso pintar a cousa tal qual é, sem medo, nem rebuço.”

Não foi de se admirar o pedido de embargo realizado pela Câmara. Era ela o poder administrador da cidade – a figura do prefeito tornou-se efetiva somente após a Proclamação da República – e pelos motivos que o próprio repórter elencou, era preciso dinheiro para investimentos. O valor exigido para levantar o embargo, portanto, fazia-se evidentemente necessário. Para uma obra que durou cinco anos, tendo enfrentado desafios como as construções do Viaduto do Carvalho e a Ponte São João, mal algum faria ser prolongada por mais alguns dias. O fato é que, no dia 19 de dezembro, data da Emancipação Política do Paraná, foi definitivamente concluída – a estação ainda tinha com alguns detalhes por terminar. A inauguração ocorreria no dia 2 de fevereiro do ano seguinte.

A princesa Isabel veio a Curitiba em 1884 para a primeira viagem oficial da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá. Não foram encontrados registros fotográficos da família imperial na capital paranaense, portanto, tentamos reproduzir a cena. (Foto das crianças e conde d’Eu: Alberto Henschel; Foto da Princesa Isabel: Joaquim Insley Pacheco; Montagem: Marcio Silva/CMC e Andressa Katriny/CMC)

O Dezenove de Dezembro, periódico que circulava no Paraná, nada relatou a respeito do embargo, mas ao noticiar a partida da família imperial, cumprimentou os “distinctos collegas da imprensa da côrte da Gazeta de Noticias [do Rio de Janeiro] e do Paiz, os Srs. Maximino Serzedello e José Vinhaes”. “A’ tão distinctos cavalleiros, que em tão pouco tempo tanta sympathia grangearam do povo desta capital, apresentamos nossos cumprimentos, desejando prospera viagem correspondendo á delicada cortesia com que vieram despedir-se do proprietário de nossa folha”. Na redação, obviamente, ainda não haviam lido o jornal carioca, que seria publicado somente no dia 1º de janeiro de 1885, devido à demora dos correios da época.

Notas:

  1. As citações de atas e notícias, entre aspas, são reproduções fieis dos documentos pesquisados. Por isso, a grafia original não foi modificada.
  2. Ao utilizar ou se basear em textos históricos do nosso site, por gentileza, cite a fonte.

Referências bibliográficas:Edição 361 – Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro – 26 de dezembro de 1884

Edição 001 – Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro – 1 de janeiro de 1885

A estrada de ferro Paranaguá-Curitiba. Uma obra de arte.

Edição  291 – O Dezenove de Dezembro – 14 de dezembro de 1884Boletim Especial do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Comemorativo ao Sesquicentenário da Independência do Brasil 1822-1972. (Volume XV, ano 1972).

Por Michelle Stival da Rocha – Jornalista da Diretoria de Comunicação da Câmara Municipal de Curitiba.

Demorou 27 anos para Dom Pedro II conhecer a província que havia criado em 1853. A saga do imperador em terras paranaenses começou no dia 17 de maio de 1880 com o embarque no Rio de Janeiro, então capital do Brasil. No dia seguinte, ele já estava em Paranaguá. Durante 20 dias, Pedro e sua comitiva fizeram cansativas viagens para conhecer as principais cidades paranaenses.

Muita lama, chuva e frio marcou a visita, que teve ainda acidentes com carruagens, uma travessia entre Lapa e Curitiba que durou 17 horas, cavalos mortos e cocheiros que se perdiam pelo caminho. Naquela época, a Província do Paraná tinha cerca de 150 mil habitantes.

Como detalha o historiador Arnoldo Monteiro Bach, em Paranaguá Dom Pedro II visitou a Câmara Municipal, a Igreja Matriz, escolas, o Hospital de Misericórdia e até a cadeia. E o imperador fez questão de narrar toda a jornada em diário. Pelos relatos, percebe-se que a falta de estrutura chegou a assustar tanto ele quanto a esposa, Thereza Christina. “Não há carruagem em Paranaguá. A pé por péssimas calçadas até a casa espaçosa do Barão de Nácar”, escreveu. “Era um Paraná primitivo, uma província em construção”, explica Bach.

No dia 20, a comitiva imperial – que não se sabe por quantas pessoas era formada – seguiu para Antonina. No mesmo dia, o comboio, composto de sete carros, iniciou o percurso da Estrada da Graciosa rumo a Curitiba. “Imagina naquela época a condição da estrada”, comenta Bach. Além da lama, carruagens quebraram e cavalos morreram no percurso.

Depois de muitos percalços, eles chegaram à casa da viúva de Manoel Ramos, em Rio do Meio. Era uma casa de negócio onde seria o pouso de Dom Pedro II. O palácio imperial provisório ainda cheirava a tinta e não era muito confortável. “Não se sabe como as demais pessoas se arrumaram para dormir”, diz o historiador.

Curitiba

A capital provincial foi ornamentada com 3 mil pinheirinhos para receber a comitiva. O foguetório correu solto quando o imperador, que tinha 55 anos na época, pisou na cidade. Em Curitiba, o casal imperial se hospedou no sobrado de Antonio Martins Franco, na Praça da Matriz (atual Tiradentes). Ao chegar à cidade, interessou-se pelo pinheiro e pela erva-mate. Visitou o Museu Paranaense e se encantou com a história natural da província. Foi para Campo Largo e depois seguiu uma jornada pela Região dos Campos Gerais, onde visitou, entre outros locais, as colônias de imigrantes alojadas na região. A rota imperial contemplou Palmeira, Ponta Grossa, Castro e Lapa.

O retorno da cidade de Lapa a Curitiba foi uma aventura que durou 17 horas. O condutor da carruagem se perdeu no meio do caminho e um dos carros chegou a tombar. Outro acidente desse tipo já havia ocorrido em Ponta Grossa. No dia 7 de junho, Dom Pedro II regressou à Corte com o sentimento de missão cumprida. “O Paraná é uma bela província de grande futuro”, sentenciou em seu diário imperial.

Inauguração da estrada de ferro motivou a ilustre visita

O historiador Arnoldo Monteiro Bach explica que um dos principais objetivos da visita do monarca à Província do Paraná era inaugurar os trabalhos de construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba. “Desde 1865, por sugestão do então Ministro da Agricultura Jesuíno Marcondes, natural de Palmeira, falava-se na Corte sobre a importância dessa ferrovia ligando o Litoral com o centro da província”, escreve o pesquisador.

Em 1871, por influência do Barão de Mauá, Dom Pedro II interessou-se pelo projeto e, em 1873 a obra entre Paranaguá e Morretes foi iniciada. “Em seguida, a Compagnie Génerale Chemins de Fér Brésilien, concessionária da Ferrovia, convenceu o Imperador a viajar ao Paraná para inaugurar os trabalhos de construção da Estrada de Ferro”, conta Bach. O projeto da ferrovia foi de André Rebouças, elaborado em parceria com o seu irmão Antônio.

Com relação à inauguração dos trabalhos da construção da estrada de ferro, que deveria ocorrer na chegada de Dom Pedro II a Paranaguá, houve mudança na programação e a data foi transferida para cinco de junho, no retorno da viagem do imperador ao interior do Paraná. A obra solucionou o problema de escoamento dos produtos do planalto para os portos da província. A ferrovia foi inaugurada em 1885 com a presença da princesa Isabel, filha do imperador.

Curiosidades

A passagem de Dom Pedro II pela Província provocou um alvoroço na população, que se mobilizou para receber bem o imperador:

Visitas

O pesquisador Arnoldo Monteiro Bach relata que por onde a comitiva imperial passava causava comoção popular. Dom Pedro II fazia questão de visitar escolas, comerciantes, ervateiras e artesões. “Naquela época não havia indústrias, então os artesões e os ferreiros, eram de extrema importância”, destaca. Ele diz ainda que boa parte dos locais onde o imperador pernoitou está preservada até hoje.

Ponte

Ao longo da BR-277, pouco antes da entrada da cidade de Palmeira, há uma ponte sobre o Rio dos Papagaios que foi construída justamente para a vinda do imperador.

Santa Casa

Durante a estadia de Dom Pedro II em Curitiba, o imperador inaugurou no dia 22 de maio de 1880 a Santa Casa de Misericórdia. Com 160 leitos, a Santa Casa era considerada um hospital de grande porte, e foi por muitos anos, o único da cidade.

Deslocamento

Para se deslocar dentro da província do Paraná, muitas carruagens foram emprestadas ao imperador pela nobreza local. A Baronesa de Tibagi emprestou seu elegante e luxuoso carro para Dom Pedro II seguir de Ponta Grossa a Castro, por exemplo. Estima-se que parte da comitiva seguia o trajeto usando diligências, que não possuíam os requintes de uma carruagem.

 

FONTE: Jornal Gazeta do Povo

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Quinto ocupante da cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é o escritor Teófilo Dias, o jornalista, professor e escritor brasileiro João de Scantimburgo, descendente de italianos, nasceu em Dois Córregos (SP), em 31 de outubro de 1915. Cresceu e estudou em Rio Claro, onde trabalhou para Humberto Cartolano da Caetano, Cartolano & Cia. Ainda em Rio Claro dirigiu o jornal diário Cidade de Rio Claro.

Mudou-se para São Paulo em 1940. Depois de um começo árduo, conseguiu uma posição na Rádio Bandeirantes, até 1943. Trabalhou para O Estado de S. Paulo, na época sob a direção de Abner Mourão. Escreveu para o Diário de S. Paulo, do qual foi diretor. Comprou, com sócios, o canal de TV Excelsior. Dirigiu o Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo. Teve também o seu próprio jornal, o Correio Paulistano, que durou seis anos.

Foi mestre em Economia e dDoutor em Filosofia e Ciências Sociais e também professor da Fundação Armando Álvares Penteado e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Um dos mais importantes líderes monarquistas do Brasil, redigiu o boletim “O Cetro”, do Comité de Estudos do Problema Monárquico, publicado em São Paulo nos anos 50. Nos anos 70 colaborou com “Mensagem”, boletim monarquista publicado em Porto Alegre pelo então jornalista Paulo Palmeiro Mendes. Publicou mais de 20 livros, entre os quais: “O Poder Moderador” (1980) e “A crise republicana presidencial” (2000), em várias de suas obras, mostrou seu pensamento pró- monarquia, como pode ser visto em “O Destino da América Latina”, publicado em 1966.

Sempre foi amigo do príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 a 1981, apoiando naturalmente seu filho e sucessor, o príncipe Dom Luiz. Também mantinha contato com membros de nobreza e da realeza da Europa, sendo amigo do arquiduque Otto de Habsburgo. Combinava o monarquismo com suas convicções religiosas, sendo um católico fervoroso, fazendo questão de transparecer, em suas obras, a religiosidade.

Entrou para a Academia Paulista de Letras, em 1977. Ocupou a cadeira 8 cujo patrono é Bárbara Heliodora e fundadora Presciliana Duarte de Almeida. Sucedeu  Aureliano Leite.

Em 21 de novembro de 1991 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, na sucessão de José Guilherme Merquior. Sua posse foi em 26 de maio de 1992.

Scantimburgo foi casado duas vezes, sendo a última com a condessa Anna Teresa Maria Josefina Tekla Edwige Isabella Lubowiecka, da Família dos Condes poloneses de Lubowiecka, falecida em 2003, com quem não teve filhos.

O acadêmico morreu em 22 de março de 2013, em São Paulo, após uma crise de diabetes.

Entre outras obras escritas por João de Scantimburgo estão “José Ermírio de Moraes – O homem e a obra” (1975), “Interpretação de Camões à luz de Santo Tomás de Aquino” (1979),  “O café e o desenvolvimento do Brasil” (1980), “O drama religioso de Rui Barbosa” (1994), “Eça de Queiroz e a tradição” (1995), “O mal na História – Os tolitarismos do século XX” (1999) e “ Os olivais do crepúsculo” (2000).

(Arnaldo Niskier, Academia Brasileira de Letras, da Academia de Letras de Brasília e presidente do CIEE/RJ)

Fonte: http://www.dm.com.br/opiniao/2016/01/joao-de-scantimburgo-e-o-brasil-do-futuro.html

O dia 12 de outubro marca uma comemoração que abrange todos os países hispânicos: El día de la hispanidad.

A partir dessa data, que marca o descobrimento da América, os povos latino-americanos e espanhóis se unem a favor de uma das mais influentes culturas do mundo: a cultura hispânica.

Esta data é comemorada porque no final da Idade Média, Cristóvão Colombo promoveu o encontro de dois mundos que não se conheciam. Até o século XV, as civilizações americanas se desenvolviam separadamente, sem nenhum contato com o mundo antigo. Por outro lado, o mundo europeu buscava ampliar seus horizontes geográficos.

No dia 3 de agosto de 1492, Cristóvão Colombo partiu do porto espanhol de Palos de la Frontera, Sevilha, rumo à Ásia. Iniciou a viagem por mar desconhecido ou “mar tenebroso”, como era chamado por aqueles que não entendiam de navegação.

A embarcações que partiram nesta viagem foram: Pinta, capitaneada por Martín Alonso Pinzón; Niña, a cargo de Vicente Yáñez Pinzón, e Santa María, comandada pelo próprio Colombo. Todas eram embarcações pequenas, com mais ou menos 30 metros de comprimento por 8 de largura. Os tripulantes eram num total de 150, recrutados entre aventureiros e homens ousados que queriam tentar a sorte em uma aventura arriscada.

Durante a viagem, Colombo se preocupou em anotar no diário cada momento importante da travessia. Estes registros revelam que o percurso foi cheio de dificuldades, entre eles, a falta de comida e as doenças que atingiram parte da tripulação. Com o passar do tempo, os homens começaram a duvidar do sucesso da viagem, mas Colombo conseguiu conter os ânimos, pedindo paciência. Em poucos dias, quando avistaram terra, tudo mudou. Era o dia 12 de outubro de 1492.

Ao meio dia, os europeus pisaram as costas da Ilha Guanahani, que Colombo batizou como San Salvador. O primeiro contato entre os nativos e Colombo foi pacífico. Os índios estavam temerosos e curiosos e os europeus estavam triunfantes com a conquista. Houve trocas de presentes, e logo os espanhóis decidiram procurar um lugar adequado para fundar o primeiro povoado espanhol nas Índias. Os lugares escolhidos foram as ilhas de Cuba e Haiti, onde foi fundado o Fuerte Navidad.

A partir de então, no dia 12 de outubro de cada ano, os latino-americanos comemoram “El Día de la Raza”, ou “Día de las Culturas” ou também “Día de la Hispanidad”, celebrando a união das etnias, dos povos e dos continentes.

 

 

FONTE: http://blog_real.blogs.sapo.pt/familia-real-espanhola-no-dia-da-2334136

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