terça-feira, agosto 22, 2017
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Príncipe William na capa da revista Attitude

O príncipe William se tornou o primeiro integrante da família real britânica a ser retratado na capa de uma revista gay.

Ele deu uma entrevista para Attitude, na qual falou sobre bullying contra gays. “Ninguém deve ser maltratado por sua sexualidade ou qualquer outra razão”, afirmou ele.

William, o duque de Cambridge, convidou a revista a levar membros da comunidade LGBT para o Palácio de Kensington, sua residência oficial, para discutir o “bullying” e suas consequências emocionais.

Assessores de William disseram que ele ficou sensibilizado com as histórias que ouviu.

Os nove participantes do encontro, que ocorreu no mês passado, falaram sobre baixa autoestima, tentativas de suicídio, vício em drogas e depressão.

William disse que “ninguém deveria ser submetido ao tipo de ódio que esses jovens experimentaram em suas vidas”.

O duque de Cambridge afirmou à revista: “Os jovens gays, lésbicas e indivíduos trangêneros que encontrei através da Attitude são realmente corajosos por falar e dar esperança para aqueles que estão passando por terríveis maus-tratos atualmente”.

“O que eu diria para o jovem leitor que está sendo maltratado por sua sexualidade: não aguente em silêncio – fale com um adulto confiável, um amigo, um professor, o Childline (serviço britânico de aconselhamento para jovens), o Prêmio Diana (organização voltada aos jovens que, entre outras ações, combate o bullying) ou outro serviço que possa providenciar a ajuda que você precisa”, acrescentou.

“Você deve se orgulhar da pessoa que é, e não se envergonhar.”

Príncipe William conversa com representantes LGBT

O editor da Attitude, Matthew Todd, elogiou o posicionamento de William.

“Durante o tempo em que sou editor de Attitude, encontrei pais cujo cujos filhos mataram ou tiraram a própria vida após serem maltratados por serem LGBT ou serem percebidos como LGBT”, afirmou.

“Estou muito feliz que o futuro rei da Grã-Bretanha concorda que isso deve parar e peço aos pais que levantem a voz em suas comunidades para assegurar que cada escola realmente proteja todas as crianças.”

Um relatório de 2015 mostra que jovens gays, lésbicas ou bissexuais e 48% dos indivíduos transgêneros tentaram suicídio pelo menos uma vez, em comparação com 18% dos jovens heterossexuais, segundo a Attitude.

‘Otimismo e coragem’

Um porta-voz do Palácio de Kensington afirmou que o duque de Cambridge está “trabalhando duro” para apoiar a luta contra o bullying e ajudar a quebrar o estigma em relação à saúde mental.

“Ele estabeleceu uma força tarefa para prevenir o ‘cyberbullying’ (agressões por meio da internet) e, junto com a duquesa de Cambridge (Kate Middleton) e o príncipe Harry, está liderando a campanha ‘Heads Together’, sobre saúde mental e bem estar”, disse o representante.

“Ele sabe que jovens LGBT sofrem taxas inaceitavelmente altas de bullying e ele está grato à Attitude por facilitar uma conversa tão importante sobre o tema. Ele está sensibilizado com as histórias que ouviu e impressionado pelo otimismo e pela coragem das pessoas com quem se encontrou.”

A foto da capa da revista foi tirada pelo fotógrafo australiano Leigh Keily – a edição da Attitude com a entrevista foi impressa antes do ataque a tiros que deixou 49 mortos e dezenas de feridos em uma boate gay de Orlando, nos Estados Unidos.

William e Kate visitaram a embaixada americana na última terça-feira e assinaram um livro de condolências para as vítimas.

Eles também se reuniram com representantes de uma rede LGBT ligada à embaixada dos Estados Unidos.

FONTE: BBC

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por MARLON REGUELIN*

pausaTemos presenciado recentemente no Brasil um fenômeno considerado impensável há alguns anos atrás: a derrocada da hegemonia esquerdista/progressista no campo dos debates e das ideias. A recente escalada do pensamento liberal por aqui é um episódio digno de estudos aprofundados para a posteridade.

Se por um lado muitos de nós, liberais, assistimos resignados à ascensão lulopetista nas duas ultimas décadas, é fato inconteste que esse quadro tem mudado, sobretudo no (longo e tortuoso) governo Dilma Rousseff. A velha esquerda, tão acostumada ao monopólio dos discursos, está se vendo em uma situação inusitada. Não mais pode vomitar suas falácias aos quatro ventos. Tem encontrado, com frequência cada vez maior, oposição preparada e combativa entre liberais e conservadores. É bastante provável que você, leitor, já tenha se deparado com situação semelhante, seja nas redes sociais, com aquele seu colega militante sendo execrado ao defender o indefensável, seja em sua vida real, na faculdade, por exemplo, quando aquele professor marxista, boquiaberto, viu seu discurso sobre as mazelas do capitalismo contestado por um aluno cuja cabeceira da cama ostenta exemplares de As Seis Lições e O Caminho da Servidão.

Esse novo cenário, contudo, não é fruto do acaso. Há causas para tanto. Organizações como o próprio IL, o Instituto Mises Brasil, além dos diversos grupos e comunidades de estudo liberal espalhados Brasil afora, proporcionam esse crescimento. Obras clássicas da Escola Austríaca estão hoje a um clique do leitor interessado, formando, para desespero dos esquerdistas, novos “austríacos” todos os dias.

Outro fato interessante é a presença, cada vez mais comum, de liberais (ou simpatizantes) nos meios de comunicação. Se é fato que a imprensa ainda é majoritariamente inclinada à esquerda, não há como não destacar o trabalho de gente do gabarito de Rodrigo Constantino e o sucesso do seu recém descontinuado blog na revista Veja (que vacilo, hein, Veja…), além de sua coluna em O Globo e blog neste mesmo IL. Há também outros jornalistas não tão alinhados com os ideais liberais, mas, sim, companheiros na batalha contra o atual governo e sua ideologia. Reinaldo Azevedo, Paulo Eduardo Martins, Luiz Felipe Pondé, Rachel Sheherazade, entre outros, desempenham, todos eles, papéis importantes na imprensa. São, no mínimo, o contraditório necessário para minar a predominância dos que simpatizam e/ou que estão na folha de pagamento (ou seria Empenho, Cynara?) do atual governo. Se não estão propriamente a divulgar as ideias de Mises, é certo que estão a combater, de maneira bastante contundente, as mentiras propagadas pelos camaradas do PT, e isso é sim extremamente importante, pois oferece ao grande publico uma oportunidade de buscar novas ideias, uma terceira via entre o “socialismo petista” e o “capitalismo tucano”.

E é aí que surge outro fenômeno digno de reconhecimento: o Partido Novo.

Fundado em 2011 por gente sem ligação tradicional com a politica, o NOVO, como tem sido chamado, teve seu registro aprovado em 15 de setembro último, e já figura como segundo maior partido com simpatizantes na rede social Facebook, atrás somente (e por enquanto!) do PSDB. Seus detratores, desonestos como sempre, buscam minimizar suas conquistas, seu sucesso. Afirmam, equivocadamente, que política se faz nas ruas, não no Facebook – argumento que só faz demonstrar o quão ignorantes e mentirosos eles são, visto que não há organização séria que não foque boa parte de seus esforços nas redes sociais. E o NOVO tem usado essas ferramentas de maneira brilhante. Com um dialogo fácil, João Dionisio Amoedo, presidente do partido, tem buscado desconstruir alguns conceitos enraizados na cultura brasileira. O mito do governo grátis, Privatização e Livre Mercado tem sido assuntos cada vez mais presentes na mídia desde que o NOVO tomou forma. Ainda há um longo caminho a ser percorrido até que o partido se estabeleça como um dos protagonistas da política nacional, mas as perspectivas são boas. Liberais de renome têm depositado sua confiança no partido, como, por exemplo, Hélio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, e Rodrigo Saraiva Marinho, do Instituto Liberal do Nordeste, outra organização importantíssima em um reduto considerado de predominância petista. Sabem que politica não se faz só com ideias, mas também (e principalmente!) na pratica. É, em última instância, o princípio da Semeadura e Colheita. Há que se plantar as ideias liberais para colher um país mais livre. E para tanto se faz necessário o engajamento.

Embora tenhamos tido avanços importantes na difusão das ideias liberais, o cenário político tradicional é onde menos há reflexo desses avanços. Declarar-se liberal era até pouco tempo atrás sentença de morte política. A predominância esquerdista era tamanha que o próprio PFL (Partido da Frente Liberal, atual DEM) recusava a alcunha. O cenário é, hoje, um pouco mais brando. Liberalismo já não é tabu entre os políticos. Devido à crescente demanda da população por menor peso do estado, menor burocracia, a classe política tem se obrigado a debater esses assuntos, não só no campo econômico, mas também no das liberdades individuais. Vale destacar aqui a atuação do jovem deputado gaúcho, Marcel Van Hattem, que em seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, tem se mostrado uma grata surpresa politica. Dotado de ótima oratória, discurso afiado e bom conhecimento das pautas liberais, Marcel tem sido a pedra no sapato dos esquerdistas gaúchos. Aproveitando ao máximo a reverberação das redes sociais, promove discursos inflamados contra o atual governo, como no episódio em que encontrou a comitiva da deputada Maria do Rosário, durante sua campanha em 2014, e, aos berros, achincalhou a petista. O vídeo postado nas redes sociais rendeu milhares de visualizações e compartilhamentos e foi determinante para a chegada do então candidato ao Palácio Farroupilha.

O mais curioso disso tudo é que, enquanto os liberais galgam espaço na política, o lado de lá vem descendo ladeira abaixo. Os atuais índices de reprovação à esquerda são históricos. E não estamos falando só de números e estatísticas. A reprovação é manifesta. E a esquerda tem experimentado dela nas ruas, restaurantes, livrarias e até mesmo em hospitais. O próprio Lula, outrora imune, tem sido frequentemente hostilizado junto a seus pares. Enquanto o PT enfrenta o maior êxodo desde a sua fundação, a dita direita (não necessariamente liberal) surfa a onda da popularidade. O exemplo cabal disso são as recepções quase que holliwoodianas ao deputado federal Jair Bolsonaro nos aeroportos do Brasil.

Somado a isso tudo, não poderia deixar de citar duas organizações em especial: o Movimento Brasil Livre (MBL) e os Estudantes Pela Liberdade (EPL). Ambas, instituições de destaque em seus meios. Ambas, motivo de desvario esquerdista.

O MBL tem desempenhado importante papel na pressão sobre o governo. Suas barracas armadas no gramado do congresso são traços duma resistência a muito adormecida no Brasil. Resistência não do tipo baderneira, daquelas que, entre uma depredação e outra, protesta contra o estado pedindo… mais estado! Os jovens lá acampados retratam o descrédito do povo em suas instituições. Se chegaram ao extremo de nesse momento abrir mão do conforto dos seus lares, do carinho de suas famílias, não foi por falta de tentativa de estabelecer dialogo. O atual governo tem se mostrado prepotente e incapaz de ouvir quem quer que seja. Inclusive seus aliados, o que tem causado constrangimentos recorrentes à presidente. Apesar dos sórdidos ataques do MST ao grupo, que se confirmaram após ameaças do líder do governo, deputado Sibá Machado (PT- AC), o MBL permanece firme e aumentando cada vez mais o numero de “acampados”. Também parece legar novas lideranças. Kim Kataguiri, um dos principais nomes do grupo, foi eleito recentemente um dos 30 jovens mais influentes do mundo pela revista Time.

O objetivo do EPL, entretanto, é outro. A organização, formada por estudantes, tem foco na propagação de ideias e difusão de conhecimento. Sua contribuição à causa liberal se dá através dos vários projetos executados por seus coordenadores (dentre os quais, este que vos escreve) espalhados por todo o Brasil, além de parcerias com empreendedores e associações comerciais. Assim como o IL e o IMB, atua na raiz da questão, fomentando o liberalismo e os ensinamentos da Escola Austríaca de Economia.

Enfim, nobre leitor, o momento é de mudança. É preciso saber aproveitar as oportunidades que se apresentam para não desperdiçar o vento favorável. Todas as instituições citadas acima têm cumprido seu papel na árdua tarefa que é lutar por um Brasil mais livre. Cabe a você prestigia-las da maneira que melhor lhe convir.

Fonte:  www.institutoliberal.org.br

*Marlon Reguelin é empreendedor e coordenador local do EPL. 

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Um desfile militar e uma apresentação da Real Força Aérea britânica marcaram as celebrações dos 90 anos da rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

Ao lado do marido, o príncipe Philip, que completou 96 anos na sexta-feira (10), a rainha percorreu, em carruagem, o trajeto entre o Palácio de Buckingham e a esplanada dos desfiles, onde uma multidão a aguardava.

Mil e quinhentos soldados e 300 cavalos desfilaram na cerimônia militar chamada Trooping the Colour, que celebra o aniversário da monarca do Reino Unido.

Depois, a Família Real voltou ao Palácio de Buckingham e, da sacada, acompanhou a exibição da Real Força Aérea. No domingo (12), a rainha participa de um piquenique para dez mil súditos.

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Por: Bruno Garschagen

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Recebemos com indignação a notícia de agressão recebida ao monarquista que hasteou a Bandeira Imperial do Brasil na Universidade de Brasília.

É essa a democracia vermelha, que a cada dia se consolida no Brasil, fruto das relações escusas de nossas autoridades com os facínoras de La Havana.

É bem a tolerância jacobina, aos moldes da Revolução Francesa, que pregava a “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” que na primeira negativa da Vendéia regou esta região com quantidades generosas de sangue de franceses monarquistas.

Que esses sicários de Cuba, e portanto traidores da Pátria, entendam que qualquer tentativa de ataque a Família Imperial, monarquistas e aos símbolos nacionais será respondida à altura.

Qualquer tipo de retaliação a monarquistas por se manifestarem de forma pacifica e pública, poderá gerar o maior movimento de solidariedade monarquista alguma vez vista em solo nacional desde 1889.

Assina,

Causa Imperial
(e outros monarquistas e comunidades na Internet).

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A Esquerda gosta de posar perante a opinião pública, de grande defensora dos “fracos e oprimidos” e guardiã da tolerância. Mas bastou um aluno na UNB hastear a Bandeira do Império que foi cercado pelos «arautos da tolerância» e duramente agredido. É a boa e velha moral de Lênin.

http://www.metropoles.com/distrito-federal/video-manifestacao-de-apoio-a-monarquia-termina-em-porrada-na-unb

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Adrien Preuss, comentarista convidado.

Na última sexta-feira, foi ao ar a entrevista do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, ao Mariana Godoy Entrevista, na RedeTV!

Alguns dias antes, pelo Twitter, a apresentadora Mariana Godoy deu abertura para que seus seguidores sugerissem perguntas ao Príncipe Imperial. Participei fazendo a seguinte pergunta: “Como monarquista e homossexual, gostaria de saber como ficariam os direitos dos gays numa eventual Monarquia restaurada?” sabendo da posição conservadora de Sua Alteza Imperial e Real. Ao que me foi respondido pelo Príncipe Imperial, não nestas exatas palavras, que, de seu ponto de vista religioso, Deus criou o homem e a mulher um para o outro, e que portanto as práticas homossexuais seriam erradas, contra as leis de Deus, por isso não as aprova, tampouco o casamento, que seria uma convenção social do Catolicismo, mas deixou claro que no renovado Império do Brasil, nenhum homossexual, como nenhuma pessoa, quer por qual motivo seja, seria perseguida ou teria seus direitos cerceados pelo Estado, que defende ser mínimo.

No que conheço de Sua Alteza Imperial e Real, devo dizer que foi uma resposta muito moderada e surpreendente, com a qual fiquei muito satisfeito. Como já disse, qualquer pessoa com uma boa interpretação e conhecimento político entenderia que, apesar da posição pessoal do Príncipe Imperial, esta não interferiria nos assuntos do Estado, porquanto havendo um democrático sistema parlamentarista, tais questões caberiam ao Parlamento, não ao monarca, resolver. Ao monarca cabe apenas, não de forma descompromissada, mas de forma coerente com o Parlamento, sancionar ou vetar as leis aprovadas.

Para fazer isto mais claro, ainda que o Imperador quisesse promover uma “caça aos gays”, seria impossível, sendo sua vontade pessoal limitada pelo sistema de pesos e contrapesos da democracia. E ainda haveria a instância jurídica para garantir direitos e liberdades civis, o que não seria necessário.

Para mim ficou claro que a liberdade de ação e os direitos civis prevalecem sobre as opiniões pessoais de Sua Alteza e da Casa Imperial, e este está consciente disto. Sou muito crítico da posição da Casa Imperial e seus Príncipes, e tenho que admitir que, em minha opinião, foi a melhor entrevista já concedida por Sua Alteza Imperial e Real tal qual a melhor já realizada com sua ilustríssima presença. Não concordo com o ponto de vista religioso de Sua Alteza, mesmo por ser ateu e por acreditar na liberdade individual completa e absoluta garantida por um Estado sem envolvimento religioso. E tenho por mim que Sua Alteza falha em sempre tropeçar na questão da religião com o Estado, mas, qual homem não erra? E isso não faz dele menos preparado para ser o grande Chefe de Estado que seria se tivesse a chance.

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Em seu tradicional discurso anual, a rainha apresentou o programa de governo de Cameron e se manteve afastada de assuntos controversos como o referendo de saída da UE

Em seu discurso anual no Parlamento britânico, evento que faz parte do protocolo do país, a rainha Elizabeth II apresentou nesta quarta-feira o programa do governo conservador de David Cameron. Em uma cerimônia repleta de tradições, a monarca anunciou planos para 21 novas leis, entre elas a reforma do sistema prisional, medidas de combate ao extremismo e a facilitação da adoção de crianças.

Em um comunicado divulgado antes do evento, o primeiro-ministro destacou que “estabelece um claro programa de reformas sociais, para derrubar os obstáculos e permitir que todos desfrutem de oportunidades de prosperar”. Acerca do sistema prisional, a rainha afirmou que os planos envolvem o fechamento de prisões ineficientes e um foco maior na recuperação dos detentos, em vez da punição. “Os dirigentes das prisões terão uma liberdade sem precedentes e poderão assegurar que os presos recebam uma educação melhor”, disse Elizabeth II.

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A cinco semanas do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, em 23 de junho, o discurso não apresentou grandes anúncios ou medidas inovadoras. Na fala de nove minutos, a rainha apenas citou que seria realizada a votação e não falou mais sobre o assunto, que tem causado uma batalha acirrada no cenário político britânico.

O discurso priorizou assuntos menos controversos e fez alusão ao futuro, com veículos sem condutor, entregas feitas por drones e viagens comerciais para o espaço. Elizabeth II disse que seus ministros vão garantir que o Reino Unido esteja “na vanguarda da tecnologia para novas formas de transporte, incluindo carros autônomos e elétricos”. O governo pretende abrir um “espaçoporto” em 2018, que poderia ser usado para lançamentos de satélites e voos espaciais turísticos.

Refém – Usando a coroa imperial, com quase três mil diamantes, a monarca percorreu de carruagem a distância entre o Palácio de Buckingham e o Parlamento e pronunciou o discurso na Câmara dos Lordes, acompanhada pelo marido, o príncipe Philip. O evento é um dos mais pomposos da realeza, e diversos costumes se repetem anualmente. A rainha mantém um deputado como refém no palácio até o seu retorno sã e salva, um legado de uma época em que existia a possibilidade de que isto não acontecesse.

O subsolo do Parlamento também é revistado cuidadosamente, em uma tradição que existe desde o complô católico para assassinar o rei, em 1605, liderado por Guy Fawkes, cujo rosto se tornou popular graças ao quadrinho e ao filme V de Vingança e às máscaras dos hackers do grupo Anonymous. Entretanto, neste ano, Elizabeth II precisou quebrar um dos protocolos pela primeira vez desde que assumiu o trono. Segundo a revista People, a monarca, que completou 90 anos em abril, usou o elevador em Westminster em vez de subir os 26 degraus até a sala onde vestiu o traje real. Um porta-voz da família afirmou que foi “um modesto ajuste para o conforto da rainha”.

(Com AFP)

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O procurador-geral da República aponta o ex-presidente Lula como “chefe de organização criminosa” e quer investigar a presidente Dilma Rousseff como suspeita de obstrução da Justiça

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregou ao Supremo Tribunal Federal, na semana passada, a mais dura peça acusatória contra o PT. Janot pede a inclusão do ex-
presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos investigados no inquérito 3.989. Ao descrever o papel do ex-presidente no caso, que justificaria uma investigação mais aprofundada, Janot faz uma das mais pesadas afirmações já dirigidas ao ex-presidente. “Pelo panorama dos elementos probatórios colhidos até aqui e descritos ao longo dessa manifestação, essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse.” Se o mensalão arranhou a imagem do PT, a colocação de Lula como chefe do petrolão pode representar o ocaso de um partido que, em 13 anos, teve a capacidade de combinar avanços sociais com dezenas de denúncias de corrupção e fisiologismo, sempre aliado ao PMDB – que agora critica. A Lava Jato, assim, avança em relação ao mensalão, no qual a participação de Lula foi levantada, mas o ex-presidente passou incólume pelo crivo investigatório. Agora, Lula é o principal investigado.

O ACUSADO O ex-presidente Lula. Aos olhos do Ministério Público, ele precisa ser investigado por sabotar a Lava Jato(Foto: EVARISTO SA/AFP)
O ACUSADO O ex-presidente Lula. Aos olhos do Ministério Público, ele precisa ser investigado por sabotar a Lava Jato(Foto: EVARISTO SA/AFP)

O inquérito 3.989 foi um dos 25 abertos um ano atrás no pacote de investigações da Procuradoria-Geral da República levado ao Supremo Tribunal Federal. Era uma espécie de inquérito guarda-chuva, onde se concentravam as investigações sobre os políticos que se valeram do petrolão. A cada episódio específico, um novo inquérito era aberto, restando ao 3.989 esquadrinhar o esquema na Petrobras que abasteceu os partidos e as campanhas. A ideia é investigar o sistema. O processo levava o apelido de “quadrilhão” e é tocado às claras, sem sigilo. Um ano depois, o “quadrilhão” tem 2.300 páginas, quase sete dezenas de investigados e um alvo principal: Luiz Inácio Lula da Silva. Na semana passada, além dos 39 investigados que figuram no inquérito, Janot incluiu outros 29.

O inquérito do quadrilhão, assim como o do mensalão, é dividido em núcleos operacionais e suas áreas de influência. Naquele caso, em 2005, o Ministério Público buscava os “atos de ofício” que pudessem caracterizar a corrupção passiva e ativa. Com a Lei das Organizações Criminosas, de 2013, perdeu-se a obrigação de encontrar o ato de ofício e por isso fica mais fácil enquadrar Lula como o chefe da “organização criminosa” do petrolão, no dizer de Janot. “Já no âmbito dos membros do PT, os novos elementos probatórios indicam uma atuação da organização criminosa de forma verticalizada, com um alcance bem mais amplo do que se imagina no início e com uma enorme concentração de poder nos chefes da organização”, afirma o procurador-geral no texto.

De líder político com recordes históricos de popularidade, Lula passa a ser tratado como líder de um esquema para melar a Lava Jato. Para chegar a essa conclusão, Janot cita os áudios de Lula e as delações premiadas. “Os diálogos interceptados com autorização judicial não deixam dúvidas de que, embora afastado formalmente do governo, o ex-presidente Lula mantém o controle das decisões mais relevantes, inclusive no que concerne às articulações espúrias para influenciar o andamento da Operação Lava Jato, a sua nomeação ao primeiro escalão, à articulação do PT com o PMDB, o que perpassa o próprio relacionamento mantido entre os membros desses partidos no que concerne ao funcionamento da organização criminosa ora investigada”, diz o relatório.

Não bastassem as duras palavras de Janot sobre Lula no inquérito, o ex-presidente foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República. Em outras palavras, isso significa que, aos olhos do Ministério Público, Lula é um criminoso. A conclusão exala do rumoroso caso da delação de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras que recebeu dinheiro para permanecer calado e não entregar petistas e padrinhos do PMDB. O senador Delcídio do Amaral, preso em flagrante em novembro do ano passado, afirmou que o plano de silenciar Cerveró partiu de Lula e foi bancado pelo pecuarista José Carlos Bumlai, próximo ao ex-presidente. Diogo Ferreira, assessor de Delcídio, foi além e disse que entregou o dinheiro. Processualmente, esse é o primeiro passo de uma ação que pode se arrastar por anos. Mas há um simbolismo. Foi Lula que, sempre criticando outros governos, vangloriava-se de ter respeitado as listas elaboradas por procuradores para nomear o procurador-geral da República. Era um sinal de maturidade. Foi o mesmo Lula que, agora sob investigação, passou a xingar Janot de ingrato e cobrar favores.

Bastou que as instituições se mexessem e, com autonomia, tocassem as investigações “doa a quem doer”– para usar uma desgastada e vazia expressão que a presidente Dilma gostava de repetir. Não bastasse a denúncia contra Lula, o inquérito 3.989 é um tiro duplo, um ataque ao PT e ao PMDB. Nas palavras de Janot, esses dois partidos representam os “eixos centrais” do petrolão. É uma exposição das entranhas de como o PT optou pelo fisiologismo para se manter no poder e garantir a governabilidade – a mesma que agora não serve para mais nada. A cúpula do governo está sob suspeita, inclusive a própria presidente. A Procuradoria-Geral da República quer que passem a figurar como investigados nesse inquérito os ministros Jaques Wagner, Ricardo Berzoini e Edinho Silva, além do assessor Giles de Azevedo. Juntos, eles formam o núcleo do que sobrou do governo Dilma. Edinho já foi mencionado por três empreiteiros, por seus métodos de buscar contribuições de campanha de empresas que operavam o petrolão. Estão lá também representantes de núcleos anteriores dos governos Lula e Dilma, que foram caindo por outras suspeitas de corrupção, como os ex-ministros Antonio Palocci e Erenice Guerra. Ambos aparecem novamente no petrolão, suspeitos de outras práticas.

Soma-se ao inquérito 3.989 e à denúncia contra Lula um processo em que a principal investigada é a própria presidente da República. Dilma é suspeita de obstruir a Justiça, ao nomear um ministro do Superior Tribunal de Justiça para melar a Lava Jato. Baseado na delação do senador Delcídio do Amaral e de seu assessor, Diogo Ferreira, Janot afirma que Dilma nomeou o desembargador Marcelo Navarro após ter garantias de que ele votaria pela libertação de empreiteiros presos pela Operação Lava Jato, entre eles Marcelo Odebrecht. Ferreira entregou aos investigadores provas de contatos com Navarro para tratar do assunto. Navarro foi nomeado por Dilma e votou pela soltura dos réus, como combinado, mas foi vencido por 4 a 1.

O ACUSADOR O procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele afirma que o petrolão não funcionaria sem Lula (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
O ACUSADOR O procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele afirma que o petrolão não funcionaria sem Lula (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Janot pede para investigar Dilma por outra suspeita de obstrução da Justiça: a nomeação de Lula a ministro-chefe da Casa Civil. A principal evidência é o histórico e fatídico áudio, no qual ela avisa que envia às pressas um ato de nomeação para Lula usar em caso de necessidade. O ato foi entendido pela procuradoria como uma forma de garantir a Lula o direito ao foro privilegiado de modo que o ex-presidente pudesse fugir do risco de ser preso a qualquer momento por uma decisão do juiz Sergio Moro. Lula foi nomeado, mas o Supremo sustou sua posse. Desde então, Lula permanece em um limbo, no qual nunca assumiu o cargo, mas figura com a proteção do foro privilegiado, garantida aos ministros de Estado.
O inquérito contra Dilma estava rascunhado desde o início de abril. Faltava, contudo, definir como e quando o caso seria levado ao Supremo. Havia, claro, uma preocupação para não influenciar o processo de impeachment. O timing perfeito, segundo integrantes do MP, não existe para um processo dessa natureza. O fato é que agora o processo está no Supremo e, num primeiro momento, tramitará no mais alto grau de sigilo. É o chamado “processo oculto”, que nem sequer aparece no sistema do STF. As primeiras diligências devem começar nas próximas semanas. Nesta semana, Dilma enfrentará seu momento mais dramático, com a votação de seu afastamento temporário pelo Senado (leia a reportagem na página 44). Mesmo afastada, Dilma não perde o foro privilegiado, portanto deve prestar esclarecimentos por ofício.

Com a denúncia de Janot, Dilma e o PT sofreram uma dura derrota que pode representar o ocaso de um projeto de poder de 13 anos. Para conseguir vencer tantas eleições, o PT fez uma escolha pelo fisiologismo, ao se aliar àquilo do que sempre tentou se diferenciar. A Lava Jato mostrou que a escolha pelo fisiologismo custou muito caro e o preço foi pago pela Petrobras. O estrago está feito e a Lava Jato trabalha para recuperar o prejuízo. A fatura, na política e na Justiça, será paga pelo Partido dos Trabalhadores.

Por que Lula foi denunciado (Foto: Reprodução)
Por que Lula foi denunciado (Foto: Reprodução Época)

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